Olhe! Lá em baixo...
Lá está onde quer chegar. Em um instante, perceba se suporta a queda, mire onde
quer cair. Salte!... Já?... Já!
Não demore entre
a sugestão e a decisão, entre a decisão e a ação. Não, Não perca-se em
conjecturas, ponderações do que nem aconteceu. São um infinito de ilusão que
alimenta aos receios, que, muito grandes, fazem sucumbir diante de sí o ímpeto
de agir. Não dê tempo para o medo
represar a energia que traz ação, pois é a ação a única e gloriosa ferramenta de
fazer a vida acontecer.
A ação é o
salto. Cujo objetivo - não engane-se, como enganam-se muitos - é o momento da
queda, não a aterrissagem. A queda é sucumbir diante de uma paixão, é o momento
entre começar a dizer o que está engasgado e ter a resposta, o momento entre o
romper da inércia e a chegada ao desconhecido. É a libertação mais sublime, a
libertação do íntimo, da alma. Onde, confortados pela certeza de que naquele
momento não há nada senão o acaso, soltamo-nos, ainda que só por um instante,
das amarras da preocupação em controlar o destino, e permitimos que a vida flua
plena em nós. É esse o momento em que há graça em viver.
E a
aterrissagem, lá onde queríamos chegar, não importa? É claro que sim! Mas não
importa como ela acontece, ou se o lugar em que caimos é, afinal, onde queríamos
estar. O que importa, é que se faça dela uma oportunidade. De que? Ora... De
saltar de novo!
Autor: Diálogo da Madrugada

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